Os três membros originais remanescentes do Rebanhão, Carlinhos Felix, Pedro Braconnot e Paulo Marotta, participaram do programa Onde os Fracos Têm Vez, veiculado pela Sara Brasil FM de Florianópolis, em Santa Catarina, apresentado pelo radialista e compositor Elvis Tavares.

Na programação, transmitida neste sábado (25), a banda falou do retorno, atualidades das composições e lembranças do passado. Entre elas, a resistência de líderes religiosos e igrejas específicas com a banda, que chegou a ser vaiada durante um show promovido pela antiga gravadora Doce Harmonia.

Grande parte de várias das polêmicas do grupo carioca se deram com o lançamento do álbum Mais Doce que o Mel, lançado em 1981. Hoje, considerado um dos clássicos da música cristã contemporânea no Brasil, envolveu vários fatores controversos, desde o repertório até a capa.

Questionado pelo apresentador acerca do uso da barba na capa, Carlinhos Felix relembrou de várias críticas ocorridas, principalmente pelo fato do Rebanhão ter se apresentado em vários tipos de denominações. “As igrejas pentecostais não tinham esse costume, né? A barba não era aceita nas igrejas pentecostais”, afirmou o vocalista.

“Mas a gente não ligava muito, porque a gente escrevia o que a gente vivia. Quando a gente cantava, a gente cantava a nossa alegria. E a gente se vestia e se portava do jeito que a gente sentia vontade, confortável. Nos preocupávamos com o nosso caráter, com o nosso testemunho e em falar a verdade sem heresia”, completou o artista carioca.

Carlinhos ressaltou a preocupação dos integrantes com as letras das músicas. “Falar heresia a gente não falava. A gente tinha medo de fazer isso e de ir contra a palavra de Deus. Tínhamos medo mesmo”. O intérprete disse que logo depois tirou a barba porque considerou que era algo fora de época. “Mas hoje tá todo mundo barbudo aí”, riu.

O tecladista Pedro Braconnot também contou sobre o apoio que a banda recebeu de Paulo César Graça e Paz e Paulo Marotta, juntamente com Carlinhos Felix, afirmou o quanto considera as composições do grupo, hoje, atuais. “Até me assusto”, disse o baixista.

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